
23/07/2026
Três maritacas resgatadas pelo Ibama na Feira de Caxias, na Baixada Fluminense, chegaram ao centro de reabilitação com o rosto pintado de amarelo para se parecerem com papagaios – espécie que costuma alcançar preços mais altos no mercado ilegal.
Além da tinta, os traficantes cortaram parte das penas das asas e da cauda das aves. Os animais estão em recuperação no Instituto Vida Livre, no Horto, Zona Sul do Rio, onde recebem tratamento veterinário e ainda não têm previsão de retorno à natureza.
Segundo o médico-veterinário Lucas Rebelo, a tinta utilizada pode provocar diversos problemas de saúde.
"A tinta, dependendo da tinta que for usada, pode causar intoxicação, alteração hepática e alteração renal. Esses problemas podem aparecer ao longo do período de recuperação."
O veterinário explica ainda que o corte das penas prolonga o tratamento antes da volta à natureza.
"O corte das penas atrasa muito o processo de reabilitação e soltura. É preciso esperar que essas penas cresçam novamente para que as aves consigam voar adequadamente."
No viveiro do Instituto Vida Livre, o comportamento das maritacas também chama atenção. Segundo os tratadores, os animais chegam visivelmente debilitados, tanto física quanto comportamentalmente.
"Não é só impressão. Elas realmente ficam tristes porque foram muito maltratadas. Aqui a gente dá carinho, cuida da alimentação, troca as casinhas e faz todo o trabalho para que elas consigam se recuperar", afirma o tratador Roberto Fonseca.
A íntegra desta reportagem pode ser lida no g1
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