
25/08/2015
O agricultor Adenilson Pereira Santiago, 47, de Nova Marilândia (MT), perdeu 900 hectares (o equivalente a 46 campos de futebol) de plantação de milho por causa de um incêndio no início do mês.
"Meu prejuízo foi de ao menos R$ 200 mil", conta. "Mas não dá para colocar a culpa em ninguém. Está muito seco, não chove desde o começo de junho e o vento está forte, o que faz com que o fogo se alastre muito rápido."
A escassez de chuva desde o segundo semestre de 2014 provocou um "estresse vegetal" e uma alta de 28,5% nos registros de queimadas no país nos primeiros dez dias de agosto na comparação com o ano passado, segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
A falta de chuvas é resultado do El Niño, que está mais intenso neste ano. O fenômeno impede a formação de nuvens de chuva, favorecendo o calor e o tempo seco em quase todo o Brasil.
No ano, já foram detectados 48.687 focos de incêndio no país. O Estado com mais ocorrências é Mato Grosso.
"A situação é preocupante, porque há uma tendência de que os incêndios e queimadas se agravem devido à desidratação da vegetação", disse Christian Berlinck, coordenador de emergências ambientais do ICMBio, autarquia federal.
A pesquisadora Anna Bárbara Coutinho de Melo, do Inpe, diz que o tempo seco devem permanecer. O El Niñodeve ter seu pico entre outubro e novembro, e só deve se despedir no outono de 2016.
A matéria completa pode ser lida na Folha de S. Paulo
90% dos rios localizados em áreas urbanas do RJ apresentam algum grau de poluição
18/08/2026
Polícia Ambiental identifica corte irregular de mais de 50 árvores na Ilha Grande, em Angra dos Reis
18/08/2026
C&A aposta em tecnologia e circularidade na moda
18/08/2026
Ex-vendedor de frutas cria tecnologia para coletar resíduos de rios e de areia das praias
18/08/2026
Novo Repórter Eco traz voz indígena e mais tempo no ar
18/08/2026
Petrobras diz que eventual vazamento de óleo passaria a 60 km da costa amazônica, mas vigiará parque
18/08/2026
