
27/08/2015
A maquiagem deu certo. E os ecobarcos e as ecobarreiras retiraram o lixo flutuante da Baía de Guanabara, para a realização do evento-teste da vela para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Por isso, a maioria dos atletas não reclamou da sujeira da água, durante a competição, que se encerrou neste sábado, com apenas um ouro para o Brasil.
Ao contrário, fizeram elogios ao local que, inicialmente, seria despoluído quase na sua totalidade (meta era 80%). Mas, segundo Lars Grael, presidente da Comissão Nacional de Atletas e medalhista olímpico, alguns velejadores tiveram problemas com a sujeira, incluindo a dupla Samuel Albrecht e Isabel Swan, na Nacra 17.
— Alguns velejadores relataram casos semelhantes ao deles que tiveram um saco plástico preso ao leme do barco, fora da Baía. O leme desarmou e o barco virou. E isso não pode se repetir durante a Olimpíada. Seria um vexame — contou Lars.
A dupla encerrou sua participação na quinta-feira, em 15.º, e não comentou o fato. A Federação Internacional de Vela (Isaf) minimizou o incidente:
— Num esporte como a vela, tudo pode acontecer na água. No Mundial de 2011, velejadores tiveram problemas com algas e um barco bateu num tubarão. Ninguém espera um oceano completamente limpo. O que temos de fazer é tentar limpar o máximo. Ninguém pode garantir uma raia 100% limpa — disse Alistair Fox, diretor de competições da Isaf.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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