
01/09/2015
Os peixes mortos que foram encontrados às margens da Lagoa de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, na última sexta-feira, só começaram a ser recolhidos pela Comlurb na manhã deste domingo. O biólogo Mario Moscatelli estima que o volume acumulado perto das obras do Parque Olímpico chegue a uma tonelada. Ele relatou mau cheiro no local. O diretor de operações da Comlurb nas regiões da Barra e de Jacarepaguá, Henrique Damázio, prometeu concluir o serviço de limpeza hoje. Ele afirmou que tomou conhecimento do problema no sábado, por meio de reportagem do GLOBO.
O prefeito Eduardo Paes disse ontem que as obras de recuperação do complexo lagunar são de responsabilidade do estado:
— A mortandade de peixes preocupa a cidade, não tem nada a ver com Olimpíadas. Estamos esperando que o governo do estado resolva suas questões com o Ministério Público Federal para começar as obras de dragagem.
Segundo Moscatelli, a mortandade foi provocada pelo esgoto que a lagoa recebe, especialmente dos rios Arroio Pavuna e Pavuninha. O biólogo lembra que os rios são de responsabilidade municipal. Pescador e morador da região, Rogério Ramos conta que há dez anos não consegue pescar na Lagoa de Jacarepaguá:
— O complexo está completamente comprometido. Enfrento duas horas de viagem todos os dias para ir pescar no Rio Guandu, porque tenho uma família para sustentar.
Em nota, a Secretaria estadual do Ambiente informou que o projeto de recuperação prevê a dragagem de sedimentos poluídos do fundo das lagoas da região. O órgão disse que um canteiro de obras foi montado para dar início à limpeza pesada (retirada de lixo), necessária ao trabalho de desassoreamento.
Fonte: O Globo
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