
03/09/2015
Alegando que o Rio vive uma epidemia de esporotricose, doença que atinge principalmente gatos e é transmitida por um fungo, que vive no solo e se multiplica em matéria orgânica em decomposição, a Vigilância Sanitária do município fez, no mês passado, uma campanha para conscientização dos donos dos animais sobre a importância do tratamento e diagnóstico. De acordo com o órgão, nos primeiros seis meses deste ano, foram registrados 824 casos de felinos infectados e atendidos por apenas dois centros da prefeitura.
Há mais de 20 anos estudando os efeitos e a evolução do fungo Sporothrix spp, causador da esporotricose, a microbiologista Leila Lopes Bezerra, coordenadora do Laboratório de Micologia Celular e Proteômica da Uerj, alerta: o problema da epidemia atinge gatos não apenas na cidade do Rio, mas em todo o estado. À frente de um grupo de estudo que está desenvolvendo uma vacina para o caso, a pesquisadora afirma que a doença vem se expandindo há mais de uma década pela falta de controle epidemiológico adequado. O mesmo grupo de trabalho, que inclui pesquisadores da USP, Unifesp e de universidades do exterior, já criou um teste diagnóstico rápido, disponível no Hospital Universitário Pedro Ernesto da UERJ e que será, em breve, oferecido para o Hospital Antonio Pedro da Universidade Federal Fluminense.
A entrevista pode ser lida em O Globo
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