
03/09/2015
Dados preliminares do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) indicam que o desmatamento na Amazônia voltou a subir.
Segundo monitoramento feito pelo Deter (Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real do Inpe), os alertas de desmatamento cresceram 68% nos últimos 12 meses (agosto de 2014 a julho de 2015), em relação ao ao período entre agosto de 2013 e julho de 2014.
A taxa total de 5.121,92 Km2 –cerca de três vezes a cidade de São Paulo– é a mais elevada, nos registros do Deter, nos últimos seis anos.
Mais uma vez, o Mato Grosso liderou a lista do desmatamento (35%), seguido pelo Pará (cerca de 30%) e Rondônia (15%).
Embora seja feito pelo Inpe, esse levantamento não representa o número oficial do desmatamento no Brasil, que é feito por um outro sistema, mais preciso, do mesmo instituto: o Prodes.
Embora seja menos preciso –o Deter do só detecta desmatamento acima de 25 hectares e sofre mais com a interferência da cobertura de nuvens–, o sistema é considerado um bom termômetro do ritmo do desmatamento na Amazônia.
"Sabemos que os sistemas de alertas não representam o total de desmatamento e nem são eficazes para pegar pequenos desmatamentos com menos de 25 hectares e é exatamente isso que preocupa, pois com este aumento de alertas podemos esperar também um crescimento na taxa anual medida pelo Prodes", afirma Rômulo Batista, da Campanha da Amazônia do Greenpeace.
A matéria completa pode ser lida na Folha de S. Paulo
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