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Secretário de Ambiente acredita que Paraibuna vai entrar no volume morto

10/09/2015

O secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, André Correa, afirmou nesta quinta-feira (10) que não há previsão de racionamento de água no estado mas, apesar disso, garantiu que o reservatório de Paraibuna irá entrar no volume morto nos próximos dias. "Quando eu digo que a gente não está na iminência de um racionamento, não significa que a situação não seja grave. Porque se a gente fala também em uma coisa que não vai acontecer, como o racionamento até depois do período chuvoso, as pessoas começam a reservar água nas suas casas e depois esse racionamento não acontece e elas jogam fora a água. Volume morto, como foi dito, não significa falta d’água. Nos próximos dias, o reservatório Paraibuna entra no volume morto”, disse o secretário.
O reservatório de água do Paraíba do Sul, um dos maiores do Rio de Janeiro, atingiu a capacidade de 6,6% e ficou próximo do volume morto. No mesmo período do ano passado, o reservatório – que é abastecido por quatro represas - estava com 17% do seu volume. A situação de alerta também se deve ao fato do volume morte ter sido atingido no início de 2015, em janeiro.
“A situação é muito grave, é a mais grave da história dos últimos 85 anos, mas nós viemos fazendo operação de economia e essas operações já produziram 1,5 trilhão de litros economizados. Na operação normal são 190 mil litros por segundo, hoje nós estamos operando a 110 mil litros por segundo. Nós estamos guardando as águas para passar por esse período", explicou Correa.
De acordo com o especialista e membro do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, Luiz Roberto Barreti, afirmou que é preciso economizar e não se pode contar apenas com água da chuva.
“Em condições normais de operação dos reservatórios, nessa época teria que estar trabalhando na faixa de 55%, índice que garante a gestão das águas do Paraíba e abastecimento do Rio de Janeiro. Hoje nós estamos em uma situação crítica, o reservatório de Paraibuna está a 0,66% e as chuvas que tiveram até agora não são muito significativas. A gente não pode contar só com o efeito da natureza para o ano que vem”, afirmou.

Fonte: O Globo

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