
17/09/2015
O último entrave para o início das obras de recuperação ambiental das lagoas da Barra e de Jacarepaguá — um compromisso olímpico — pode ter sido enfim superado. A empresa Masterplan entregou, nesta quarta-feira, ao secretário do Ambiente, André Corrêa, o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) para a dragagem de 5 milhões de metros cúbicos de detritos do fundo das lagoas. A cargo do estado, as intervenções estão orçadas em R$ 673 milhões — sendo R$ 402 milhões provenientes de um empréstimo do Banco do Brasil e R$ 271 milhões do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam).
O processo virou uma novela ainda em 2013, quando o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) chegou a conceder a licença prévia (LP) para as obras. No entanto, pouco depois o então secretário do Ambiente Carlos Minc cancelou a licitação após a publicação de reportagem na revista “Época” detalhar suposto esquema de favorecimento no processo em favor das empreiteiras Queiroz Galvão, OAS e Andrade Gutierrez.
Em janeiro de 2014, a Procuradoria-Geral do Estado, no entanto, revalidou o resultado da primeira licitação. Desde o início deste ano, porém, o procurador da República Sergio Suiama vem sustentando que a autorização das obras configuraria crime, já que os estudos até então apresentados não avaliavam, em sua visão, os impactos das intervenções no meio ambiente.
Como as obras têm duração prevista de 30 meses, não haverá tempo hábil de concluir as dragagens a tempo dos Jogos Olímpicos de 2016. Em abril, o prefeito Eduardo Paes minimizou o atraso do cronograma.
Fonte: Extra
90% dos rios localizados em áreas urbanas do RJ apresentam algum grau de poluição
18/08/2026
Polícia Ambiental identifica corte irregular de mais de 50 árvores na Ilha Grande, em Angra dos Reis
18/08/2026
C&A aposta em tecnologia e circularidade na moda
18/08/2026
Ex-vendedor de frutas cria tecnologia para coletar resíduos de rios e de areia das praias
18/08/2026
Novo Repórter Eco traz voz indígena e mais tempo no ar
18/08/2026
Petrobras diz que eventual vazamento de óleo passaria a 60 km da costa amazônica, mas vigiará parque
18/08/2026
