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‘É possível ter lucro com meios de produção sustentável’, diz subsecretário-geral da ONU

22/09/2015

O diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) veio ao Brasil às vésperas da Assembleia Geral da ONU, que começa sexta-feira, dia 25, com discussões sobre o clima. “A prioridade mundial hoje deve ser deixar menos pegadas (todas as nossas atividades que têm impacto ambiental negativo no planeta) na economia, para torná-la sustentável a longo prazo”. Essa é a receita de Achim Steiner, que acumula o comando do Pnuma com o cargo de subsecretário-geral da ONU. Ele diz que já vê essa revolução acontecendo, especialmente no setor energético. Ainda segundo ele, é realista acreditar que o Brasil irá zerar o desmatamento ilegal em 2030, prazo mais difícil de ser cumprido no resto do mundo.

Que resultado devemos obter na Assembleia Geral, esta semana?
Esperamos cerca de 200 líderes para a abertura do encontro, que discutirá nossa agenda para o desenvolvimento sustentável. Definitivamente, nós já podemos dizer que essa agenda tem, agora, o apoio de cada país das Nações Unidas, e, por isso, esse é um momento histórico. Somando-se a isso, o que está acontecendo no mundo geopoliticamente em termos de crise econômica e de refugiados vem propiciando o encontro de representantes de Estados-membros, que, ao conversar em pequenos grupos, melhoram o diálogo entre si. Acredito que isso fará com que os líderes mundiais garantam que a Conferência do Clima em Paris, em dezembro, seja bem-sucedida.

Mas, com todas essas preocupações mundiais, será que as conversas sobre meio ambiente podem terminar em segundo plano?
Precisamos centrar nossa atenção em como as mudanças ambientais estão crescentemente ligadas a esse fenômeno de migração e de intensificação do número de refugiados. Não acredito que as atuais circunstâncias possam atrapalhar as discussões sobre meio ambiente, mas sim incluir esse assunto na pauta. Alguns dos problemas que estão na origem dos conflitos que geram refugiados, como a disputa energética, precisam ser tratados como uma prioridade no encontro desta semana.

A matéria completa em O Globo

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