
24/09/2015
Embora o oceano gere benefícios econômicos de pelo menos US$ 2,5 trilhões por ano, o relatório Living Blue Planet, lançado nesta semana pela Rede WWF, aponta que a população de vertebrados marinhos foi reduzida em 49% entre 1970 e 2012. O declínio foi ainda maior para as espécies de peixes consumidas pelos seres humanos, o que é desastroso não apenas para o ecossistema, mas principalmente para as cerca de 3 bilhões de pessoas ao redor do mundo que dependem majoritariamente dos peixes para alimentação e sobrevivência.
“Nós publicamos este estudo com urgência para trazer a mais atualizada fotografia do estado dos oceanos”, disse em nota o diretor-geral do WWF Internacional, Marco Lambertini. “No espaço de uma única geração, a atividade humana prejudicou seriamente os oceanos, pescando mais rapidamente do que a velocidade de reprodução dos peixes, ao mesmo tempo em que destruímos seus berçários. Precisamos de mudanças profundas para garantir vida oceânica abundante para as futuras gerações”.
A análise rastreou cerca de 6.000 populações de mais de 1.200 espécies – de pássaros marinhos a tubarões e tartarugas – o que faz com que o conjunto de dados seja duas vezes maior que o de estudos anteriores. Os resultados têm como base o Living Planet Index, banco de dados mantido pelos pesquisadores da Sociedade de Zoologia de Londres (ZSL).
O Living Blue Planet é uma espécie de “resposta” às estatísticas do Relatório Planeta Vivo (Living Planet Report), publicado pela Rede WWF em 2014, e analisa como a biodiversidade marinha tem sido afetada pela sobrepesca, mudanças climáticas e danos aos habitats dos oceanos e mares.
A matéria completa pode ser lida em O Eco
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