
24/09/2015
Em apenas um ano, o trecho morto do Rio Tietê aumentou 50% e atingiu 154,7 quilômetros. O trecho sem oxigênio, praticamente sem vida, equivalente a mais de 10% da extensão de 1.100 km do principal curso d´água da Região Metropolitana de São Paulo. O relatório, divulgado nesta terça-feira pela Fundação SOS Mata Atlântica, foi feito com base na análise das águas em 109 pontos de coleta, distribuídos em 26 municípios paulistas, entre setembro de 2014 e agosto deste ano. Na pesquisa anterior, o trecho de poluição extrema alcançava 71 km.
Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica, afirma que a piora da qualidade da água do rio é uma tragédia para o estado. Afinal, lembra, o trecho limpo do Alto Tietê fornece água para abastecer o Sistema Cantareira, que está em crise devido à seca e ameaça deixar a população sem água.
— Se conseguirmos ampliar o trecho de água boa, teremos mais água disponível e melhor condição de saúde para as pessoas — diz ela.
Em 57 pontos de coleta do rio, acompanhados há mais tempo, desde 2010, apenas três apresentaram água considerada boa. No ano passado eram cinco.
Malu afirma que o clima extremo, que alterna temporais e períodos longos de seca, ajudou a piorar a situação do rio, mas a falta de gerenciamento integrado entre estado e municípios agrava o problema. Segundo ela, o projeto Córrego Limpo foi paralisado desde janeiro passado. Além da crise hídrica, que direcionou recursos para o abastecimento de água, a limpeza parou porque o projeto nasceu de uma parceria entre governo do estado e prefeitura.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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