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Adolescente inventa teste que detecta ebola em 30 minutos

29/09/2015

Uma das maiores dificuldades encontradas pelos médicos para evitar que o vírus ebola se espalhe é a demora no diagnóstico. Os métodos atuais são caros e complexos, exigem refrigeração desde a fabricação e oferecem o resultado em até 12 horas. O projeto de Olivia Hallisey, estudante de 16 anos da Greenwich High School, em Connecticut, nos EUA, pode mudar essa realidade. Ela desenvolveu um dispositivo que detecta a presença do vírus em 30 minutos, e pode ser armazenado em temperatura ambiente. O invento foi apresentado na Feira de Ciências do Google, e levou o prêmio principal, de US$ 50 mil.
O “Ebola Assay Card” se baseia no método ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay), usado para a detecção de anticorpos específicos para determinada doença, como HIV, hepatite B e tuberculose. Algumas modificações foram feitas, como a estabilização química dos reagentes com o uso de seda, que permite o armazenamento do dispositivo em temperatura ambiente. O diagnóstico em 30 minutos permite que o paciente comece a receber tratamento mesmo antes de apresentar os sintamos, aumentando significativamente as chances de sobrevivência.
No ano passado, a Food and Drug Administration (FDA, órgão americano responsável pelo controle de alimentos em medicamentos) autorizou de forma emergencial um novo exame para o ebola. Apenas o equipamento custava US$ 39 mil, e cada exame, US$ 189. De acordo com o projeto de Olivia, cada dispositivo para exame vai custar cerca de US$ 25, caso seja produzido em massa.
Na apresentação do projeto, Olivia explica que foi inspirada pela “devastadora perda de vidas na África durante a epidemia de ebola de 2014. As consequências serão de longo prazo; a concentração das fatalidades deixou muitas crianças órfãs, e o tecido socioeconômico de vilas inteiras foi destruído”.
“Eu sei que o meu projeto pode salvar vidas”, disse a jovem pesquisadora. “Eu espero ser médica, como meu avô, e trabalhar em uma organização global de saúde, como os Médicos Sem Fronteiras”.
O trabalho foi realizado com o apoio de professores da Greenwich High School e do Hospital Monte Sinai. Na final do concurso do Google, o projeto de Olivia foi considerado o melhor dentre 20 concorrentes. Com a vitória, a jovem espera inspirar outras garotas a se engajarem em pesquisas científicas.

Fonte: O Globo

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