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Baterias, anticoncepcionais e trens desaquecerão o mundo, diz cientista

01/10/2015

Em palestra na Folha na última 3ªF dia 29/09, o representante especial para mudanças climáticas do Ministério das Relações Exteriores britânico, David King, afirmou que está otimista sobre o encontro internacional do clima em Paris, em dezembro.
Ele tratou ainda de assuntos como energia nuclear e demografia, além de questionar a baixa eficiência da pecuária brasileira e o alto uso de transporte rodoviário, que têm impactos ambientais.
King e equipe fizeram um estudo com companhias de seguros – especializadas em gerenciamento de risco e cujo negócio depende diretamente da habilidade em lidar como tema. Concluíram que o cenário mais provável é o de um aumento de 3,5°C a 4°C até o final do século e que, entre os principais riscos que isso traz, estão quebras de safra em plantações importantes, como de arroz na China, tempestades e o aumento do nível do mar no mundo todo.
"Para mim o dado é assustador, porque a Grã Bretanha é uma nação-ilha. Estamos cercados por oceano."
Ele disse ter ficado positivamente surpreso com o plano brasileiro de cortar 43% de suas emissões em relação a 2005, divulgado no domingo.
"O Brasil mudou sua posição sobre a negociação. Foi um grande passo. Ainda assim, eu gostaria de ver uma meta mais ambiciosa. E eu espero que o Brasil diga o mesmo para o Reino Unido."
"Nós vamos conseguir um acordo em Paris. E a mudança do Brasil é crítica para isso. Nós temos de evitar que a Índia bloqueie as negociações, mas eu não acho que ela vá ficar isolada impedindo um acordo."
Ele ainda lembrou que o país depende muito do transporte rodoviário de carga e passageiros – enquanto países europeus contam com uma boa rede ferroviária, que emite muito menos CO2.
"Não é só o clima, viajar longas distâncias em trens é muito mais confortável", disse.
King citou ainda a baixa densidade de bois por hectare da pecuária brasileira – seria possível produzir a mesma quantidade de carne em bem menos espaço, evitando desmatamento. "É uma pecuária muito ineficiente", afirmou.
"Eu não digo isso por ser contra a carne, mas porque a produtividade pode ser muito melhorada no Brasil."

A matéria completa pode ser lida na Folha de S. Paulo

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