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Miami está condenada pelas mudanças climáticas, diz estudo

15/10/2015

A cidade de Miami, na Flórida, bastante procurada por turistas, sobretudo brasileiros, está com os dias contados. É isso o que aponta o mais recente estudo sobre os impactos das mudanças climáticas na costa americana. Mesmo no cenário mais otimista, desconsiderando o degelo do manto de gelo da Antártida Ocidental, ao menos 25% da área habitada atual será alagada. Hollywood, Cambridge, Nova Orleans e outras dez cidades também estão na lista que considera apenas municípios com população maior que cem mil.
— É difícil imaginar como poderemos defender Miami no longo prazo — disse Benjamin Strauss, líder do estudo publicado esta semana na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”, em entrevista à AFP. — Nova Orleans é realmente uma história triste. Está em situação muito pior que Miami.
O berço do jazz, que foi devastado há uma década pelo furacão Katrina, está fadado a ter entre 50% e 100% da região habitada tomada pelas águas, junto com Fort Lauderdale, Hialeah, Miramar, e Pembroke Pines, todas na Flórida; e Metairie, na Luisiana, mesmo estado de Nova Orleans. Caso as previsões considerem o degelo do manto antártico como inevitável, a situação piora e a lista de grandes cidades já comprometidas sobe para 20.
O estudo realizou modelos considerando diferentes caminhos representativos de concentração (RCP, na sigla em inglês), que estimam a trajetória da concentração de gases estufa. Foram adotados os quatro cenários adotados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). E a conclusão é que, mesmo no modelo mais otimista, milhões de pessoas serão afetadas apenas nos EUA.
Os cenários (RCPs 2.6, 4.5, 6.0 e 8.5) preveem a elevação da temperatura média global entre 0,8º e 3,3º graus Celsius, em relação aos níveis pré-industriais. Sobre a elevação dos mares, os pesquisadores estipularam que, com as emissões acumuladas até hoje, o nível das águas deve subir em 1,6 metro. Com os diferentes modelos, a elevação deve variar entre 2,4 e 7,1 metros.

A matéria completa pode ser lida em O Globo

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