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Calor pode tornar países do Golfo Pérsico inabitáveis

27/10/2015

Em dezembro, líderes de todo o mundo irão se reunir em Paris para estabelecer metas para reduzir os impactos ambientais no planeta. Agora, um novo estudo tornou a Conferência do Clima (COP 21) ainda mais importante ao revelar que caso não haja uma diminuição na emissão de gases poluentes, o calor poderá tornar países do Golfo Pérsico inabitáveis.
Segundo o estudo, se as emissões de gases do efeito estufa continuarem como estão, até 2070 temperaturas extremas, identificadas nos dias mais quentes em cidades como Abu Dhabi, Dubai e Doha, serão registradas diarimente, o que inviabilizaria a sobrevivência humana.
“Esperamos que uma informação como essa seja capaz de garantir que haja interesse (em reduzir as emissões de CO2) por parte dos países da região. Eles têm um interesse vital em apoiar medidas que ajudem a reduzir a concentração de CO2 no futuro”, afirmou o professor Elfatih Eltahir, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos.
A região concentra os maiores produtores de petróleo do mundo e responsável por uma grande quantidade de emissões de gases poluentes. Segundo a pesquisa, o clima desses locais ficaria semelhante ao do deserto de Afar, onde não existem mais assentamentos humanos.
O estudo estabelece que caso o cenário persista, a temperatura de “bulbo úmido” que é dada por uma relação entre umidade e calor aumentaria a níveis insustentáveis. Uma marca além de 35º nesse indicador já seria capaz de tornar fisicamente impossível a permanência de um ser humano. Um índice nesse patamar já foi identificado no Irã em julho, quando uma combinação entre a temperatura de 46º e a taxa de umidade em 50% geraram um índice de temperatura de “bulbo úmido” na ordem de 35º. Caso as emissões persistam, a temperatura de bulbo úmido chegaria a 32º ou 33º, muito próximos do limite máximo para permanência humana e poderia afetar setores menos resistentes da população, como idosos e crianças.
No que diz respeito apenas à temperatura (sem relação com a umidade), o estudo indica que a região do Golfo Pérsico poderia chegar a atingir máximas de 45º usualmente e em algumas lugares, como na cidade do Kuwait, esse índice poderia chegar na casa dos 60º. A pesquisa destaca que apesar do ar condicionado viabilizar a vida de pessoas em nações mais ricas, as localidades mais pobres ficariam à mercê do clima.

Fonte: O Globo

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