
29/10/2015
O investimento necessário para a transição a uma economia global de baixo carbono é de US$ 3 trilhões por ano, sendo US$ 1 trilhão apenas no setor de energia.
A estimativa foi feita por estudiosos do clima de todo o mundo e debatida nesta terça-feira (27) no seminário The Rio Climate Challenge - Rio Clima 2015, que teve nesta terceira edição o tema "Transição para economias de baixo carbono".
O evento, cujos debates foram fechados ao público, é preparatório para a Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 21), que ocorre de 30 de novembro a 11 de dezembro, em Paris (França). Participaram do encontro especialistas do Brasil, França e Estados Unidos.
O representante do Climate Reality Project, Ken Berlin, afirma que no ano passado foram investidos US$ 270 bilhões em energias renováveis, o que não é suficiente para fazer a diferença necessária na geração de energia limpa. Para ele, trata-se de um número muito grande, mas que acrescentou apenas 6% na geração de energias renováveis.
"Isso não é o suficiente. Os estudos recomendam o investimento de US$ 500 bilhões por ano até 2020 e US$ 1 trilhão até 2030. Estamos falando de um investimento muito grande para substituir de verdade os combustíveis fosseis por um sistema de energia com fontes renováveis", acrescentou.
O Climate Reality é uma organização do ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, um dos principais ativistas da mitigação dos efeitos das mudanças climáticas no mundo, autor do documentário "Uma Verdade Inconveniente", sobre o aquecimento global, que venceu o Oscar em 2007. No mesmo ano, Al Gore recebeu o Prêmio Nobel da Paz, junto com o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da Onu.
Durante o seminário, a delegação francesa apresentou o mecanismo de precificação positiva do carbono, que reconhece o valor social e econômico proporcionado pela redução das emissões do gás (carbono) e visa canalizar recursos do sistema financeiro para projetos ambientais.
De acordo com o diretor-executivo do Centro Brasil no Clima, Alfredo Sirkis, a ideia é que as discussões sobre a criação da chamada "moeda do clima" comecem na COP 21. Ele explica que 40 países já tem alguma iniciativa nesse sentido.
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