
03/11/2015
Países emergentes como China e Brasil deveriam contribuir para o fundo de US$ 100 bilhões anuais destinado a ajudar países em desenvolvimento a se adaptar ao aquecimento global e amenizarem seus efeitos.
Esse é o recado de Todd Stern, enviado especial dos EUA para Mudanças Climáticas e o principal negociador americano na 21ª Conferência do Clima (COP- 21), em Paris, em dezembro.
Stern disse à Folha estar "cautelosamente otimista" em relação à conferência, cujo objetivo é fechar um novo acordo entre os países para reduzir a emissão de gases do efeito estufa, diminuindo o aquecimento global.
Para Stern, o chamado "financiamento climático" e a diferenciação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento são os grandes desafios para um acordo.
O negociador esteve no Brasil e se reuniu com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Folha - Quais são suas expectativas para a COP-21?
Todd Stern - Estou cautelosamente otimista. Os planetas nunca estiveram tão alinhados para chegarmos a um acordo, mas isso não significa que não haja questões difíceis. Mas há muita vontade política para fechar o acordo. Basta olhar tudo o que conquistamos nos últimos 12 meses: fechamos (os EUA) um importante acordo com a China em novembro de 2014, e foram 152 países propondo seus INDCs ["contribuição pretendida nacionalmente determinada", nome técnico para as metas de redução de emissões].
*Em que aspectos Paris é diferente de Copenhague [a conferência de 2009]? Por que desta vez pode dar certo? *
A diferença é o entendimento dos países sobre o tipo de sistema que estamos discutindo. Não havia nada próximo disso em Copenhague: as pessoas divergiam completamente sobre o que poderia acontecer. Agora temos a estrutura básica das INDCs –152 países já anunciaram as suas, cobrindo cerca de 86% das emissões de gases do efeito estufa. É muito diferente.
A entrevista completa pode ser lida na Folha de S. Paulo
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