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China e França pedem revisão regular de metas do clima

03/11/2015

O presidente francês François Hollande afirmou ontem em Pequim que a China e a França deram um passo “histórico” para a assinatura de um acordo global no mês que vem, durante a Conferência do Clima de Paris. Ambos os países concordaram que os signatários do tratado internacional devem rever e atualizar, a cada cinco anos, as medidas divulgadas durante a cúpula.
Segundo Hollande e o presidente chinês, Xi Jinping, a avaliação regular é essencial para “reforçar a confidência mutual e promover implementações eficientes (das metas)”.
“O acordo de Paris deve mandar para o planeta um sinal claro de nossa transição para o desenvolvimento sustentável, baseado em políticas de baixo carbono”, afirmaram os presidentes, em nota. Hollande e Jinping também reivindicam que os compromissos divulgados na capital francesa tenham peso legal, uma iniciativa que nunca conseguiu a adesão dos países mais poluentes do planeta.
O mandatário francês definiu a contribuição de Pequim como “essencial” a um acordo climático. A China enviou às Nações Unidas o compromisso de começar a reduzir a liberação de carbono na atmosfera até 2030, baseada no crescimento do PIB. A cada aumento de 1%, reduziria suas emissões em até 60%.
A rodada de negociações em Paris acontecerá entre 30 de novembro e 11 de dezembro. O objetivo é assinar um tratado que limite o aumento médio da temperatura global em até 2 graus Celsius.
— A luta contra as mudanças climáticas é uma questão humanitária — ressaltou Hollande. — Trata-se de como preservaremos o planeta. É, também, um tema de importância econômica considerável, sobre o que chamamos de “crescimento verde”.
Enquanto as potências mundiais progridem em marcha lenta em busca de um consenso, as pequenas nações insulares do Pacífico pedem ações emergenciais. Estes países correm o risco de desaparecer até o meio do século, graças ao aumento do nível do mar — que, segundo a Nasa, é de quase oito centímetros desde 1992.
O governo de Fiji já separou um orçamento especial para o ano que vem, de US$ 667 mil, visando à construção de paredões na zona costeira de algumas províncias.
— A menos que o mundo aja decisivamente nas próximas semanas para enfrentar o maior desafio da nossa era, então, o Pacífico, da forma como o conhecemos, está condenado — lamentou o primeiro-ministro de Fiji, Frank Bainimarama.

Fonte: O Globo

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