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Chuvas não revertem situação do Cantareira em SP

03/11/2015

Principal fonte de água para a Grande São Paulo, o sistema Cantareira ainda enfrenta dificuldades para se recuperar da maior crise de falta d’água das últimas oito décadas. O conjunto de represas que abastece 5,4 milhões de pessoas na região metropolitana continua operando no volume morto, embora as chuvas tenham aumentado nos últimos 12 meses e a quantidade de água retirada tenha diminuído no período.
De outubro de 2014 a setembro de 2015, a chuva na região do Cantareira foi 53,79% maior do que no período anterior e ficou próxima da média histórica. A quantidade de água retirada do reservatório nos últimos 12 meses foi, em média, 38,58% menor que no ano anterior. Isso fez com que o volume de armazenamento subisse de 6,7%, em 1º de outubro de 2014, para 16,4%, em 2015, mas não foi suficiente para tirar a represa do volume morto.
Quem visita a represa Jaguari-Jacareí, a 100 quilômetros da capital paulista, fica com a impressão de que vai ser difícil sair da reserva técnica. Maior dos quatro reservatórios que formam o sistema Cantareira, essa represa tem capacidade, em condições normais, para fornecer água para cerca de 7,5 milhões de pessoas. Hoje, porém, a maior parte do terreno que era ocupado por água deu lugar a pasto, arbusto e mato. O reservatório opera com 2,1% da capacidade total; no mesmo período do ano passado estava em 11%.
— Nunca imaginei que isso pudesse acontecer. Faz 30 anos que conheço essa represa e sempre foi cheia. Dava para passar a tarde andando de barco aqui. Mas foram tirando tanta água que deu nisso aí. Secou de vez - diz o caseiro Gabriel Campos, de 46 anos, responsável por uma chácara que ficava à beira da represa e que hoje não tem mais vista para a água.
A Companhia de Abastecimento de Água de São Paulo (Sabesp) diz que o esvaziamento da represa é “apenas uma manobra operacional”, que “não compromete de forma alguma a capacidade do manancial”. A estratégia é manter a água nos outros três reservatórios mais próximos da região metropolitana para evitar vazamentos no transporte da água e diminuir a área de evaporação.

A matéria completa pode ser lida em O Globo

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