
29/11/2018
Responsáveis pela geração de aproximadamente 30% da energia elétrica consumida no estado, as usinas nucleares Angra 1 e Angra 2 precisam de um novo lugar para armazenar o combustível que já foi usado em suas operações. A capacidade das duas piscinas que hoje guardam, dentro das instalações, o material irradiado ( diferentemente do radioativo, este pode ser reaproveitado) se esgotará entre agosto e dezembro de 2021, e a solução apresentada vem causando polêmica. A ideia da Eletronuclear é construir um depósito na área externa, mas o tipo da obra preocupa representantes da sociedade civil e o Ministério Público Federal (MPF), que requisitou uma perícia do projeto e do local escolhido.
Pelos planos da Eletronuclear, o combustível gasto, que ainda tem alta atividade nuclear, será transferido para uma Unidade de Armazenamento Complementar a Seco (UAS). A estatal quer construí-la, a partir de janeiro do ano que vem, sobre um maciço de granito localizado entre as usinas Angra 2 e Angra 3 (esta última ainda em construção). A obra já foi licitada e custará U$ 50,277 milhões (aproximadamente R$ 246 milhões). A companhia americana Holtec International, especializada em empreendimentos desse tipo, venceu a concorrência. O prazo estipulado para a conclusão é de 18 meses, mas há fatores que podem adiar o início dos trabalhos.
O começo da construção depende de licenciamentos do Ibama e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Os dois órgãos ainda analisam o projeto.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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