
06/12/2018
As emissões globais de carbono devem atingir a maior alta de todos os tempos em 2018 - de acordo com pesquisadores da Universidade de East Anglia (UEA) e do Global Carbon Project.
Um aumento projetado de mais de 2% foi impulsionado por um crescimento no uso de carvão pelo segundo ano consecutivo, e pelo crescimento sustentado no uso de petróleo e gás.
Os novos dados para 2018, publicados nesta quinta-feira (6) simultaneamente nos periódicos "Nature", "Earth System Science Data" e "Environmental Research Letters", revelam que as emissões globais da queima de combustíveis fósseis devem atingir 37,1 bilhões de toneladas de CO2 em 2018.
As emissões de CO2 aumentaram agora pelo segundo ano consecutivo, após três anos de pouco ou nenhum crescimento de 2014 a 2016. A alta este ano é projetada em 2,7%. Em 2017, foi de 1,6%.
A notícia serve como mais um apelo à ação dos governos na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 24), em Katowice,na Polôniaesta semana.
Em 2018, a principal tarefa da COP 24 será estabelecer o “livro de regras” do Acordo de Paris, ratificado em 2015 e no qual 195 países se comprometeram a limitar o aquecimento da Terra a até 2ºC até o fim do século.
Os dez maiores emissores em 2018 são a China, os EUA, a Índia, a Rússia, o Japão, a Alemanha, o Irã, a Arábia Saudita, a Coréia do Sul e o Canadá. A UE como um todo região de países ocupa o terceiro lugar.
A principal pesquisadora do estudo, Corinne Le Quéré, diretora do Centro Tyndall de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas e professora de Política e Ciência de Mudanças Climáticas da UEA, disse: "Estamos vendo um forte crescimento das emissões globais de CO2 novamente. As emissões precisam atingir um pico e diminuir rapidamente para lidar com as mudanças climáticas. Com o crescimento das emissões deste ano, parece que o pico ainda não está à vista".
A matéria pode ser lida no G1
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