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Cientistas europeus dizem que 2021 foi o quinto ano mais quente já registrado 🌡️

13/01/2022

O ano de 2021 foi o quinto mais quente já registrado, pois os níveis dos gases-estufa dióxido de carbono (CO2) e metano na atmosfera atingiram novos picos, segundo cientistas da União Europeia.
O Serviço de Mudança Climática Copérnico da União Europeia (C3S) disse em um relatório, na segunda-feira (10), que os últimos sete anos foram os mais quentes do mundo, "por uma margem nítida", em registros que remontam a 1850, e a temperatura média global em 2021 foi de 1,1 a 1,2°C acima dos níveis de 1850 a 1900.
Os anos mais quentes já registrados foram 2016 e 2020.
Os países se comprometeram no Acordo de Paris de 2015 a tentar limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C, nível que, segundo os cientistas, evitaria os piores impactos. Isso exigiria que as emissões diminuíssem aproximadamente pela metade até 2030, mas até agora elas aumentaram.
Conforme as emissões de gases do efeito estufa modificam o clima do planeta, a tendência de aquecimento em longo prazo se mantém. A mudança climática exacerbou muitos eventos climáticos extremos que atingem o mundo em 2021, de enchentes na Europa, China, Sudão do Sul e Brasil a incêndios na Sibéria e nos Estados Unidos.
"Esses eventos são um duro lembrete da necessidade de mudar nossos hábitos, tomar medidas decisivas e eficazes no sentido de uma sociedade sustentável e trabalhar para reduzir as emissões líquidas de carbono", disse o diretor do C3S, Carlo Buontempo.
Os níveis globais de CO2 e metano, os principais gases do efeito estufa, continuaram subindo, ambos atingindo recordes em 2021. Os níveis de CO2 na atmosfera alcançaram 414,3 partes por milhão em 2021, um aumento aproximado de 2,4 ppm em relação a 2020, disseram os cientistas.
O C3S disse que os níveis de metano, gás especialmente potente do efeito estufa, saltaram nos últimos dois anos, mas os motivos ainda não são totalmente compreendidos. As emissões de metano vêm da produção de petróleo e gás, da agricultura e de fontes naturais, como pântanos.
Chegou a ocorrer uma queda passageira de emissões de gases, em 2020, no início da pandemia de Covid-19.
O último verão foi o mais quente registrado na Europa, disse o C3S, depois de um mês de março quente e um abril incomumente frio, o que dizimou as safras de frutas em países como França e Hungria.
Em julho e agosto, uma onda de calor no Mediterrâneo provocou intensos incêndios em países como Turquia e Grécia. A Sicília teve um novo pico de temperatura europeu, com 48,8 graus, recorde que aguarda confirmação oficial.
Em julho, mais de 200 pessoas morreram quando chuvas torrenciais provocaram enchentes mortais no oeste da Europa. Cientistas concluíram que a mudança climática aumentou em 20% a probabilidade de enchentes.
Também naquele mês, inundações na província de Henan, na China, mataram mais de 300 pessoas. Na Califórnia, uma onda de calor que quebrou recordes foi seguida pelo segundo maior incêndio florestal na história do estado, dizimando terras e agravando a poluição aérea.

Fonte: Folha de S. Paulo

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