
25/01/2022
Sant’Anna das Palmeiras, Iguaçu Velha e São João Marcos são outros desses baús de história, que viveram apogeus em diferentes épocas. Santo Antônio de Sá, que reluzia entre os rios Macacu e Caceribu (a pouco mais de 15 quilômetros da Guanabara, atualmente no município de Itaboraí), foi fruto de uma ocupação que remonta ao século XVI. Em 1697, o povoamento decorrente desse processo (o quarto mais antigo do Rio, depois apenas da capital, de Cabo Frio e de Angra dos Reis) é elevado à condição de vila, o que corresponde atualmente a um município. E terá como marco o Convento de São Boaventura, onde foi noviço o Frei Galvão, primeiro santo brasileiro.
O historiador Deivid Antunes da Silva Pacheco, do Instituto Histórico e Geográfico Itaborahyense, lembra que a vila se tornou um importante entreposto comercial, com portos que escoavam a produção agrícola dos sertões fluminenses. Na região, foi instalada a primeira moenda de cana-de-açúcar a vapor do país, que mereceu a visita de Dom João VI. Mas Pacheco ressalta: atreladas à pujança, as condições naturais do lugar, que favoreciam a formação de brejos e alagados, décadas de desmatamento (a exploração de madeira foi um dos pilares da economia local) e o assoreamento dos rios constribuíram para o surgimento das febres de Macacu, que aponta-se ter sido malária, cólera ou febre amarela.
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Fonte: O Globo
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