
01/02/2022
A morte de três das 18 girafas trazidas da África do Sul em novembro pelo BioParque do Rio só foi informada ao Inea seis dias após o ocorrido, no dia 20 de dezembro. Segundo o órgão ambiental, o atraso na realização do exame cadavérico pode comprometer seu resultado, uma vez que os órgãos desses animais perecem rapidamente. O BioParque afirma que as girafas foram enterradas em uma vala sanitária próxima ao local em que estão desde que chegaram ao Brasil, no Safári Portobello, em Mangaratiba. Elas chegaram ao Aeroporto do Galeão no dia 11 de novembro, e as mortes ocorreram pouco mais de um mês depois, em 14 de dezembro.
Segundo o Inea, uma vez que o animal não faz parte da fauna brasileira, o órgão não possui veterinários especialistas e credenciados em efetuar esse tipo de necropsia. Diz ainda que, quando foi informado sobre a morte dos bichos, os laudos cadavéricos já tinham sido realizados por técnicos do BioParque e do Safári Portobello, com a participação de veterinários externos.
Contudo, o órgão ambiental informa que, só recebeu os laudos no dia 25 de janeiro — mais de um mês após a morte dos animais —, e constatou que nele faltavam esclarecimentos técnicos a respeito de alguns pontos da necropsia e do resultado dos estudos histopatológicos e, por isso, ainda não conseguiu concluir as análises. Diz ainda que, "se não receber a documentação, adotará as sanções administrativas previstas em lei".
O Globo ainda aguarda o Inea responder se fixou algum prazo para que o BioParque forneça os documentos que estão sendo exigidos, e também que tipo de sanções a instituição pode sofrer no caso de descumprimento da determinação. O BioParque também foi procurado, mas ainda não respondeu.
Fonte: O Globo
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