
22/02/2022
Cientistas da Nova Zelândia descobriram um raro tubarão-fantasma bebê, uma espécie pouco conhecida de peixe que vive nas profundezas sombrias do oceano.
Os tubarões-fantasmas – também conhecidos como quimeras – raramente são vistos, e observações de seus filhotes são ainda mais incomuns.
O tubarão recém-nascido foi coletado a uma profundidade de cerca de 1,2 km debaixo d´água perto da Ilha Sul.
Os cientistas dizem que a descoberta aprofunda a compreensão do estágio juvenil da espécie.
Brit Finucci, membro da equipe, disse que a descoberta foi feita por acidente enquanto conduzia uma pesquisa de arrasto de populações submarinas.
"As espécies de águas profundas são geralmente difíceis de encontrar e, como os tubarões-fantasma em particular, tendem a ser bastante enigmáticas", diz ela à BBC. "Então, nós simplesmente não os vemos com muita frequência."
Os cientistas do Instituto Nacional de Pesquisa Aquática e Atmosférica acreditam que o bebê tubarão nasceu recentemente, pois sua barriga ainda estava cheia de gema de ovo.
Os embriões de tubarões-fantasma se desenvolvem em cápsulas de ovos depositadas no fundo do mar e se alimentam de uma gema até estarem prontos para eclodir.
Finucci explica que os tubarões-fantasma jovens podem apresentar características diferentes de suas versões adultas, o que torna a descoberta mais significativa.
"Os filhotes podem viver em habitats muito diferentes, podem ter dietas diferentes, podem até parecer muito diferentes dos adultos.
"Encontrar o filhote nos ajuda a entender melhor a biologia e parte da ecologia da espécie", disse ela.
Finucci diz que o primeiro passo seria descobrir a espécie do bebê tubarão.
"Vamos pegar uma pequena amostra de tecido e genética aleatória", diz ela. "Então faremos um monte de morfometria ou medidas corporais, o que também nos ajudará a avaliar quais espécies estamos olhando".
Os tubarões-fantasma não são tubarões reais, mas uma espécie de peixe intimamente relacionada com tubarões e raias. Eles são cartilaginosos – o que significa que seus esqueletos são compostos principalmente de cartilagem – conferindo-lhes uma qualidade misteriosa e etérea.
A maioria das espécies de tubarão-fantasma habita o fundo do mar, embora algumas espécies prefiram viver em águas costeiras rasas.
Fonte: Folha de S. Paulo
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