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Sérvia ganha outdoor que absorve CO2 e libera oxigênio

24/02/2022

Um fotobiorreator capaz de capturar partículas de CO2 (dióxido de carbono) na atmosfera foi instalado nas ruas da Sérvia. Parece um outdoor, mas, ao invés de propaganda, o maquinário proporciona ar puro para a cidade.
Criado e projetado pelo Instituto de Pesquisa Multidisciplinar da Universidade de Belgrado, capital da Sérvia, o produto foi batizado de LIQUID3. O fotobiorreator usa microalgas e luz solar para absorver CO2, realizar fotossíntese e produzir O2 (oxigênio).
As algas marinhas são responsáveis pela produção de 54% do oxigênio do mundo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Florestas. O fotobiorreator replica esta função com o LIQUID3.
Equipado com 600 litros de água, cada outdoor opera como uma árvore de 10 anos ou “equivale” a 200 m² de área verde. É o que afirma Ivan Spasojevic, um dos autores do projeto.
Ainda que uma árvore desempenhe serviços ecossistêmicos inestimáveis, o LIQUID3 é benéfico ao contribuir para reduzir o CO2, que é um dos principais gases de efeito estufa.
Esta “ajuda” é especialmente bem vinda em Belgrado, que é a quarta cidade mais poluída da Sérvia, sobretudo porque em seus arredores há duas grandes usinas de carvão.
A situação do país como um todo não é boa. Em 2019, a Sérvia foi classificada como o quinto país mais poluído da Europa. No mesmo ano, cientistas afirmaram que o país tinha o pior recorde per capita da Europa para mortes relacionadas à poluição, sendo de 175 por 100 mil pessoas.
O LIQUID3 foi premiado com o Green Concept Award em 2022, que destaca produtos e serviços sustentáveis que ainda não estão no mercado.
Apesar de não substituir árvores, o LIQUID3 contribui para melhorar o ar da cidade. Sendo assim, pode integrar positivamente a infraestrutura de áreas urbanas – a exemplo dos já conhecidos pontos de ônibus com telhado verde.
A bancada, integrada ao LIQUID3, serve de abrigo e paradinha para descanso – elemento que geralmente falta no espaço urbano. Quando a noite cai, o espaço se transforma em uma luz verde neon que ilumina a rua.
Cada ponto ainda pode ser equipado com tomadas para a população carregar seus dispositivos.
Ou seja, ao invés de simples abrigos e bancos feitos de metal e/ou concreto, pode-se criar estruturas que abarquem mais funções, atuando proativamente na construção de cidades mais sustentáveis.

Fonte: Ciclo Vivo

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