UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Sem vacina acessível, casos de dengue sobem 35%; veja imunizantes e o que esperar da pesquisa do Butantan

05/04/2022

A dengue é uma doença infeciosa que acomete milhares de brasileiros e ainda preocupa autoridades de saúde pública. Nos primeiros dois meses deste ano, os casos de dengue tiveram aumento de 35,4% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Saúde. Foram 30 óbitos e 128.379 casos.
Mesmo com pesquisas há décadas, ainda não temos uma vacina eficiente como vimos para a Covid-19. Somente um imunizante está disponível no Brasil, mas apenas no mercado privado e com restrições de uso.
Outra vacina aguarda a aprovação da Anvisa desde o ano passado e, além disso, o Instituto Butantan está desenvolvendo - com parceria internacional - um imunizante do tipo, há mais de 10 anos.
Entenda, abaixo, quais são as vacinas já conhecidas, os estudos e quais as perspectivas para o SUS:

1.Dengvaxia, da Sanofi Pasteur
Atualmente, a única vacina contra a dengue disponível no Brasil é a Dengvaxia (a primeira que teve registro no mundo), fabricada pelo laboratório francês Sanofi Pasteur. O imunizante é vendido na rede privada na maior parte do Brasil e não está disponível no Programa Nacional de Imunizações, o PNI.
Segundo a fabricante, a vacina promove imunidade de longa duração para os quatro sorotipos da dengue, prevenindo aproximadamente 8 em cada 10 casos de dengue grave e com risco de hospitalização.
Os sorotipos são as diferentes linhagens de um patógeno, os organismos que causam doenças. No caso da dengue eles são chamados de arbovírus, ou seja, são normalmente transmitidos por mosquitos (o Aedes aegypti).
Os sorotipos são as diferentes linhagens de um patógeno, os organismos que causam doenças. No caso da dengue eles são chamados de arbovírus, ou seja, são normalmente transmitidos por mosquitos (o Aedes aegypti).

A Dengvaxia não é recomendada para quem nunca entrou em contato com o vírus da dengue. Essa é uma recomendação reforçada pela Anvisa e pela Organização Mundial de Saúde.
Isso ocorre porque estudos da própria fabricante indicaram que esses indivíduos soronegativos que tomaram a vacina apresentaram, em longo prazo, mais casos da forma grave da dengue, após uma infecção pela doença.
Assim, a vacina é indicada para indivíduos de 9 a 45 anos com infecção prévia por dengue e seu esquema de administração consiste em três doses, que devem ser intercaladas num intervalo de 6 meses.
Renato Kfouri, médico pediatra e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que essa é uma vacina que mostrou um risco aumentado de complicações para as pessoas que não tiveram a doença antes de serem vacinadas.
A bula da Dengvaxia determina que seja realizado um teste laboratorial ou soroteste para descobrir se o futuro vacinado teve uma infecção prévia pela doença.
Para a professora Hillegonda Maria Novaes, que participou do grupo de trabalho da vacina da dengue que fez os estudos com as recomendações para a OMS, essa vacina desde o início foi considerada “problemática”.

A matéria na íntegra pode ser lida no g1

Novidades

Projeto transforma crianças da Marambaia em guardiãs do manguezal por meio da música; conheça a iniciativa

13/07/2026

Entre o mar da Restinga da Marambaia e o manguezal de Guaratiba, a música tem servido, há 24 anos, c...

Turista faz registro raro de ´salto´ de tubarão em Ilhabela (SP)

13/07/2026

A auxiliar de coordenação escolar Brenda dos Santos, 24, conseguiu fazer um registro de um momento r...

Descoberta no Rio Grande do Sul revela réptil que antecedeu dinossauros e crocodilos

13/07/2026

Muito antes dos dinossauros dominarem os continentes e de surgirem os crocodilos modernos, seus ance...

Super El Niño: o que o Brasil pode fazer antes do clima cobrar a conta

13/07/2026

O El Niño voltou ao noticiário com um adjetivo que chama atenção: “super”. A expressão parece anunci...

Amazônia tem menor nível de alertas de desmatamento para o 1º semestre em uma década

13/07/2026

A Amazônia registrou no primeiro semestre de 2026 a menor área com sinais de desmatamento detectados...