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Filhote de peixe-boi nasce em cativeiro pela 1ª vez em Porto de Pedras, Alagoas

28/04/2022

Técnicos e profissionais do ICMBio comemoraram, nesta terça-feira (26), o nascimento de uma filhote de peixe-boi em cativeiro na cidade de Porto de Pedras, Litoral Norte de Alagoas. De acordo com o Instituto, é a primeira vez no mundo que o nascimento de um filhote dessa espécie é registrado em cativeiro.
"Apesar de machos e fêmeas terem ficarem juntos desde 1994, nunca tinha ocorrido uma gravidez e um nascimento de filhote em cativeiro. Geralmente as fêmeas reproduzem depois que são soltas, cinco, seis, sete anos depois. Mas dentro do recinto é a primeira vez e, até onde eu sei, é a primeira vez no mundo", explicou a médica veterinária do ICMBio, Fernanda Attademo.
O nascimento aconteceu no recinto de aclimatação da APA Costa dos Corais, que é um local onde os animais permanecem em adaptação às condições ambientais - como corrente marinhas, temperatura da água e movimentos de oscilações da maré - antes de serem reintroduzidos no seu habitat natural. É a última etapa antes da soltura.
A mãe é a fêmea adulta chamada de Paty, resgatada em 2014 ainda filhote, na Praia de Pratagy, em Maceió. O resgate foi feito pelas equipes do ICMBio, Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos aquáticos (CMA), APA Costa dos Corais, em parceria com o Instituto Biota de Conservação.
Os técnicos relataram que Paty teve sérios problemas de saúde no início da reabilitação, sendo tratada pela equipe de médicos veterinários. Ela conseguiu se recuperar em cativeiro e foi dado início ao processo de readaptação e soltura na natureza. Para isso, ela foi transferida para Porto de Pedras em 2019, onde permaneceu no recinto de aclimatação.
Foi nessa última fase antes da soltura que Paty dividiu o espaço com o macho Raimundo, que também aguardava soltura. As equipes então perceberam que Paty poderia estar prenhe e decidiram suspender a soltura dela, prevista para 2021, bem como qualquer manejo clínico. Somente o peixe-boi macho foi reintroduzido na natureza.
Desde então, a fêmea passou a ser monitorada em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Com o nascimento do filhote, os técnicos do ICMBio acreditam que podem desenvolver novas pesquisas sobre a reprodução da espécie, comportamento e saúde, além da sensibilização ambiental da população em relação ao peixe-marinho, espécie ameaçada de extinção no Brasil.

Fonte: g1

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