
03/05/2022
Usando materiais locais e técnicas que incorporam bambu e solo na construção, um centro de aprendizagem de agricultura foi erguido no distrito de Pak Chong, na Tailândia. O projeto do sudeste asiático é exemplo de como criar um prédio atual, durável e em harmonia com o ambiente.
O centro possui um grande telhado com estrutura de aço revestido e bambu. O belo tom laranja-marrom do prédio foi alcançado por meio de uma técnica local de mistura de solo com o gesso que foi usado para cobrir a estrutura de tijolo vermelho.
Já a forma única da estrutura do telhado ajuda a direcionar a água pluvial, que cai na cobertura, para pequenos canais – conduzindo-a aos reservatórios para ser armazenada e utilizada durante a estação de seca.
Projetado pelo escritório Vin Varavarn Architects, o grande pavilhão aberto pode acomodar até 100 pessoas em uma variedade de funções, com espaços flexíveis, luz natural e ventilação natural. O espaço total é composto por dois andares com salas de reuniões para seminários e workshops, escritórios e uma cozinha ao lado de uma cantina externa.
Não há móveis fixos e cada área é totalmente maleável para se adequar a uma variedade de usos. “O centro de atividades reflete a crença de que a arquitetura é uma ciência viva que deve se transformar e crescer com novos desenvolvimentos em tecnologia em resposta às necessidades e comportamentos humanos em evolução”, afirma o escritório.
Outro questão interessante nesta construção é que o centro de aprendizagem tem como base a “Filosofia da Economia da Suficiência”, ensinada, segundo os responsáveis, pelo rei Rama IX (Bhumibol Adulyadej, que foi rei da Tailândia por 70 anos). Os preceitos buscam ensinar na teoria e na prática uma vida de autossuficiência, “a fim de serem capazes de cuidar de si próprios e manter os recursos naturais de forma sustentável”.
Aliás, o próprio local de construção do centro era 5,7 hectares de terra árida que foi transformado com reservatórios e áreas de cultivo com filosofia ecológica. “Ao valorizar a sabedoria local e encorajar artesãos e produtores locais a atualizarem suas capacidades, o projeto serviu como uma ponte entre o conhecimento do passado e o processo de transformação para um futuro mais sustentável para a comunidade”, ressaltam os arquitetos.
Fonte: Ciclo Vivo
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