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Conheça 6 iniciativas de jovens para solucionar problemas ambientais no Pará

03/05/2022

No Pará, jovens de diferentes idades têm atuado para provocar mudanças sociais e resolver de forma colaborativa para resolver problemas das comunidades onde vivem. Seis projetos paraenses independentes mostram a importância dos jovens na solução de questões ambientais e sociais.
Abrir os livros escolares e não se ver. Estudar e não se encontrar nas aulas de história, geografia ou biologia. Para mudar essa situação, o grupo se propôs a sensibilizar alunos, professores e diretores sobre a importância da adoção de conteúdos sobre a história do território no currículo escolar, criando a campanha ´Piracaia de Saberes´.
A ideia incluiu a criação de uma cartilha levando para a comunidade escolar informações sobre os territórios e a história de luta, resultado de um trabalho prévio de escuta ativa para que esse conteúdo efetivamente refletisse a realidade local.
Dois cursos d’água nas proximidades da agrovila Itaqui, território rural de Castanhal, no nordeste do Pará, estão em processo severo de degradação por causa da presença de barragens e construções irregulares, do desmatamento, da drenagem mal feita no ramal de acesso à comunidade e do descarte irregular de lixo.
Para mudar essa situação, os jovens do ´Coletivo Miri´ apostaram na mobilização da juventude de Itaqui por meio da arte, cultura e educação, paralelamente à articulação com poder público para gerar um processo de transformação permanente sobre os temas de coleta seletiva e defesa dos rios.
Quem caminha pela capital paraense sabe que as calçadas da cidade deixam muito a desejar. Em 2019, antes da pandemia, a organização ´Mobilize Brasil´ classificou Belém como a pior do país no quesito de acessibilidade e caminhabilidade nas calçadas, em um estudo que avaliou todas as capitais brasileiras.
Os jovens do ´Laboratório da Cidade´ buscaram sensibilizar e mobilizar a população a cobrar a pauta da mobilidade a pé de forma a influenciar atores-chave do poder público para implementar novas políticas públicas e ações práticas que tornem Belém uma cidade mais caminhável, acessível e inclusiva.
A campanha iniciou em 2021, com ações de comunicação pelas redes sociais, reuniões com vereadores e secretários municipais e ações de urbanismo tático, ou seja, intervenção física para gerar melhorias em um determinado ponto da cidade. O escolhido foi o entorno da escolinha comunitária Joana D´arc, em Belém, que atende 96 crianças da primeira infância.
A maior ilha fluviomarítima do mundo é também objeto de um dos mais polêmicos programas do governo federal, o Abrace o Marajó. Por isso, a equipe do ´Observatório do Marajó´ desenvolveu uma campanha que ajudasse a garantir a efetiva participação popular para revisar o programa.
Eles conseguiram com que mais de 200 pessoas pressionassem o Ministério Público Federal (MPF) e realizaram duas audiências públicas com representantes dos três poderes, incluindo órgãos da justiça que, a partir da mobilização da sociedade, enviaram recomendações ao Governo Federal reconhecendo a violação ao direito à participação social na implementação do programa.
A educação em Jacunday, no município de Moju, no Pará, não é contextualizada a realidade quilombola. Não há espaços de criação e fortalecimento do pertencimento quilombola. O resultado é que as crianças e jovens saem da escola pouco identificados com a cultura e história do próprio povo.
Por isso, a juventude da comunidade quilombola de Oxalá do Jacunday decidiu mobilizar-se em prol de um projeto de educação para quilombolas com quilombolas.
Os moradores da comunidade do Lago Verde, no bairro da Terra Firme, na periferia de Belém, enfrentam constantes alagamentos provocados pelas chuvas e defasagem no saneamento básico. Para tentar resolver o problema, a moçada do Tamuatás do Tucunduba iniciou um trabalho cultural com os moradores locais.
A campanha da iniciativa teve três etapas: o lançamento virtual, no qual foi apresentado o problema da água potável e o chamamento ao engajamento; o lançamento presencial, com apresentação de carimbó; e a oficial de elaboração de documentos para órgãos públicos, pela qual os moradores aprenderam a oficializar seus pedidos de forma escrita.

Fonte: g1

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