UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Transição de carvão para renovável custa menos do que para gás

12/05/2022

A troca do carvão para a energia renovável pode ser feita “com troco”, indica um novo estudo publicado no Reino Unido nesta terça-feira (10). A pesquisa constatou que o preço do carbono necessário para incentivar a mudança de carvão para energia renovável e armazenamento de baterias é em média de -$62/tC02 em 2022, comparado a $235/tCO2 da mudança de carvão para gás atualmente.
A análise foi conduzida pela organização TransitionZero e também concluiu que o custo da energia renovável diminuiu 99% desde 2010, o que significa que o gás não é mais uma ferramenta viável de transição energética.
Historicamente, o gás foi considerado uma ferramenta de transição para alternativas de menor intensidade de carbono do que o carvão em uma estratégia mais ampla de descarbonização da economia. Essa abordagem não leva em conta a urgência da transformação necessária na geração de eletricidade para o cumprimento do Acordo de Paris. Segundo o cenário de emissões líquidas zero da AIE, para estar em linha com Paris, nenhuma energia de carvão ou gás fóssil deve ser gerada até 2035 nas economias avançadas e globalmente até 2040.
O novo estudo mostra que não compensa mais ter o gás natural como intermediário da eliminação da geração elétrica a carvão. E mesmo com variações regionais importantes, isso é verdade para todos os grandes usuários de carvão pesquisados.
O estudo da TransitionZero inclui um projeto de dados abertos, intitulado Índice de Preço do Carvão para o Carbono Limpo (C3PI), que indica o preço do carbono necessário para saltar o gás fóssil e apoiar um sistema elétrico fornecido predominantemente por energias renováveis, especificamente, energia eólica onshore e fotovoltaica solar, mais armazenamento de baterias.
O índice leva em conta uma série de fatores que influenciam o resultado em cada geografia, incluindo interrupções na cadeia de fornecimento, geopolítica e regulamentações de mercado. A pesquisa destaca as questões de insegurança energética associadas ao carvão e ao gás fóssil, e afirma que as volatilidades percebidas agora provavelmente continuarão.
O custo da troca de carvão para renováveis no Brasil não foi analisado por esta pesquisa, já que o carvão tem papel residual na matriz elétrica brasileira. Apesar disso, as poucas usinas a carvão consomem cerca de R$ 1 bilhão em subsídios todos os anos, ajudando a encarecer as contas de luz.
Ao mesmo tempo, o Brasil é o terceiro país do mundo no investimento em infraestruturas de gás atualmente, segundo análise recente do Global Energy Monitor. Esses ativos podem sofrer frustração se os custos da energia renovável e das baterias mantiverem a tendência de queda.
“Apesar de algumas variações regionais, nossa análise mostra uma clara tendência deflacionária no custo de mudar da eletricidade do carvão para a eletricidade renovável e põe em questão os 615GW de gás e 442GW de carvão propostos e em construção globalmente”, afirma Matt Gray, co-fundador e analista da TransitionZero.

Saiba mais no Ciclo Vivo

Novidades

Projeto transforma crianças da Marambaia em guardiãs do manguezal por meio da música; conheça a iniciativa

13/07/2026

Entre o mar da Restinga da Marambaia e o manguezal de Guaratiba, a música tem servido, há 24 anos, c...

Turista faz registro raro de ´salto´ de tubarão em Ilhabela (SP)

13/07/2026

A auxiliar de coordenação escolar Brenda dos Santos, 24, conseguiu fazer um registro de um momento r...

Descoberta no Rio Grande do Sul revela réptil que antecedeu dinossauros e crocodilos

13/07/2026

Muito antes dos dinossauros dominarem os continentes e de surgirem os crocodilos modernos, seus ance...

Super El Niño: o que o Brasil pode fazer antes do clima cobrar a conta

13/07/2026

O El Niño voltou ao noticiário com um adjetivo que chama atenção: “super”. A expressão parece anunci...

Amazônia tem menor nível de alertas de desmatamento para o 1º semestre em uma década

13/07/2026

A Amazônia registrou no primeiro semestre de 2026 a menor área com sinais de desmatamento detectados...