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Ondas de calor: mudanças do clima aumentaram chance de eventos na Índia e no Paquistão em 30 vezes

26/05/2022

Em março deste ano, até meados de maio, a Índia e o Paquistão passaram por ondas de calor sem precedentes com temperaturas perto dos 50ºC. Ao analisar os dados, um estudo apontou que as mudanças climáticas aumentaram em 30 vezes a chance de eventos extremos do tipo.
Além disso, a pesquisa, divulgada na segunda-feira (23), demonstrou que, caso a temperatura média global aumente em 2ºC, ondas de calor de mesma magnitude podem ocorrer a cada 5 anos.
Na Índia, março de 2022 foi o mais quente em 122 anos; no Paquistão, o mais quente da história. As temperaturas extremas afetaram o abastecimento global de trigo, causaram cortes de energia nas fábricas e 1,4 bilhão de pessoas passaram por uma diminuição no abastecimento de água.
"Milhares de pessoas nesta região, que, para começar, contribuíram muito pouco para o aquecimento global, estão agora suportando o peso do mesmo e continuarão a fazê-lo se as emissões não forem significativamente reduzidas globalmente", afirmou Arpita Mondal, uma das autoras do estudo e professora do Instituto Indiano de Tecnologia de Bombaim (IIT).
Em março deste ano, até meados de maio, a Índia e o Paquistão passaram por ondas de calor sem precedentes com temperaturas perto dos 50ºC. Ao analisar os dados, um estudo apontou que as mudanças climáticas aumentaram em 30 vezes a chance de eventos extremos do tipo.
Além disso, a pesquisa, divulgada na segunda-feira (23), demonstrou que, caso a temperatura média global aumente em 2ºC, ondas de calor de mesma magnitude podem ocorrer a cada 5 anos.
Na Índia, março de 2022 foi o mais quente em 122 anos; no Paquistão, o mais quente da história. As temperaturas extremas afetaram o abastecimento global de trigo, causaram cortes de energia nas fábricas e 1,4 bilhão de pessoas passaram por uma diminuição no abastecimento de água.
"Milhares de pessoas nesta região, que, para começar, contribuíram muito pouco para o aquecimento global, estão agora suportando o peso do mesmo e continuarão a fazê-lo se as emissões não forem significativamente reduzidas globalmente", afirmou Arpita Mondal, uma das autoras do estudo e professora do Instituto Indiano de Tecnologia de Bombaim (IIT).
O ensaio foi conduzido por 29 pesquisadores da World Weather Attribution, rede internacional de cientistas climáticos dedicados a quantificar o impacto da mudança do clima sobre eventos extremos. Assinaram autores da Índia, Paquistão, Países Baixos, França, Suíça, Nova Zelândia, Dinamarca, Estados Unidos e Reino Unido.
Para quantificar o efeito das mudanças climáticas sobre as altas temperaturas nos dois países, os pesquisadores analisaram dados meteorológicos e simulações computadorizadas para comparar o clima atualmente, após cerca de 1,2°C de aquecimento global desde o final do século XIX, com o clima do passado.
A análise focalizou as temperaturas médias máximas diárias durante março e abril, no noroeste da Índia e sudeste do Paquistão, regiões mais afetadas durante os eventos deste ano.
"Em grande parte dos dois países, as pessoas tiveram pouco alívio durante semanas a fio, com os custos particularmente altos para centenas de milhões de trabalhadores ao ar livre", disse Krishna AchutaRao, um dos autores da pesquisa e professor do Instituto Indiano de Tecnologia (IIT) de Deli.
"Sabemos que isto vai acontecer com mais frequência à medida que as temperaturas aumentam e precisamos estar mais bem preparados para isso."

Fonte: g1

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