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Indústria tabagista causa graves danos ao meio ambiente, alerta OMS

02/06/2022

Fumar não só mata pessoas, mas também afeta gravemente o meio ambiente, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS) em um relatório divulgado na terça-feira (31).
O relatório "Tabaco: envenenando nosso planeta", publicado para coincidir com o Dia Mundial Sem Tabaco, diz que o fumo mata 8 milhões de pessoas a cada ano.
E acrescenta que a produção e o consumo de tabaco levam à perda de cerca de 600 milhões de árvores, 200 mil hectares de terra e 22 bilhões de toneladas de água a cada ano.
O uso e a produção de tabaco também contribuem significativamente para os gases de efeito estufa globais, emitindo cerca de 84 milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera por ano.
"A pegada de carbono da indústria de produção, processamento e transporte de tabaco é equivalente a um quinto do CO2 produzido pela indústria aérea comercial a cada ano, contribuindo ainda mais para o aquecimento global", adverte o relatório.
Cerca de 4,5 trilhões de filtros de cigarros − que contêm microplásticos não biodegradáveis − acabam a cada ano nos oceanos, rios e praias, apontou Rüdiger Krech, o diretor de promoção da saúde da OMS.
Os produtos do tabaco são altamente poluentes, disse Krech, acrescentando que eles contêm mais de 7 mil substâncias químicas tóxicas "que se infiltram no nosso meio ambiente quando descartados".
Ele diz ainda que o custo da limpeza dos produtos de tabaco descartados quase sempre recai sobre os contribuintes e pede à indústria tabagista que faça mais. A Alemanha, por exemplo, paga 186 milhões de euros para eliminar resíduos de tabaco.
O relatório pediu aos legisladores que considerem a proibição dos filtros de cigarro devido ao seu impacto nocivo sobre o meio ambiente.
A OMS também chama a atenção para a situação dos plantadores de tabaco, expostos a emissões nocivas no trabalho ao longo de sua vida. Krech disse que alguns agricultores foram envenenados pela nicotina que absorveram através da pele.
É importante, conclui Krech, que "a indústria realmente pague pelo problema que está criando".

Fonte: g1

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