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Metrô em Barcelona usa energia dos freios para recarregar scooters

11/10/2022

A energia gerada pelos freios da estação de metrô Ciutadella-Vila Olímpica, em Barcelona, na Espanha, está sendo aproveitada para recarregar veículos elétricos – mais especificamente scooters elétricas.
A tecnologia é antiga: consiste em transformar a energia cinética liberada durante a freagem em energia elétrica. Tal energia normalmente é dissipada em forma de calor.
Para facilitar o acesso, foram instalados nove gabinetes modulares na estação de metrô, que permitem a recarga de pequenos veículos de mobilidade, como scooters elétricas. Os pontos de recarga contribuem para incentivar o transporte intermodal, uma vez que os moradores têm o estímulo de um espaço seguro, que pode ser aproveitado entre trajetos.
O projeto piloto foi lançado no final de setembro e, por enquanto, está disponível gratuitamente para alunos da Universidade Pompeu Fabra, cujo prédio está localizado ao lado da estação Ciutadella – Vila Olímpica. Ainda em fase de testes, o público em geral também pode usar o serviço, neste caso é cobrado um “valor promocional”.
Um ponto interessante desta iniciativa é que foi idealizada pelos próprios funcionários do Metrô. A ideia nasceu a partir do Estació del Futur (Estação do Futuro) – um desafio interno, lançado pela TMB (Transportes Metropolitanos de Barcelona), em que equipes de trabalhadores tiveram de apontar soluções para integrar lazer, conectividade, conforto e interação nas estações de metrô, melhorando a experiência dos passageiros.
A iniciativa integra diferentes projetos de eficiência energética que estão sendo implementados na cidade para economizar energia em um contexto em que o inverno se aproxima e a Europa vive uma crise de abastecimento de gás devido aos seguidos cortes e reduções de fornecimento por parte da Rússia.
No setor de transporte, os projetos para poupar energia incluem investir em iluminação com tecnologia LED em todas as estações até 2023 (evitando a emissão de 3.793 toneladas de CO2 por ano com a redução do consumo de eletricidade calculado em 14,6 GWh), apostar em um sistema de ventilação inteligente em toda a rede de metrô (reduzindo o consumo em 6,2 GWh por ano e economizando 1.616 toneladas de emissões de CO2, além de melhorar o conforto) e abastecer parte das necessidades energéticas dos ônibus usando energia solar – de forma a reduzir o consumo em 0,6 GWh por ano e economizar 169 toneladas de emissões de CO2.

Fonte: Ciclo Vivo

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