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Mesmo sem sede, Projeto De Olho no Lixo amplia atuação e dá oficinas na Maré e no Vidigal

07/05/2019

O projeto ambiental De Olho no Lixo , que no ano passado teve sua sede na Rocinha destruída pela prefeitura , segue funcionando de forma precária na localidade conhecida como Roupa Suja — desde março, as atividades são realizadas num conteíner ao lado do CIEP Ayrton Senna. Mesmo assim, conseguiu ampliar seu campo de atuação. Há um mês, começou a oferecer cursos de capacitação de moda e de confecção de instrumentos e souvenirs na favela Roquete-Pinto, no Complexo da Maré. E, a partir de quarta-feira, passará a dar oficinas gratuitas de moda e música no colégio Stella Maris, no Vidigal, onde, até então, a atuação era voltada apenas para a coleta de lixo. Alunos da escola e jovens da comunidade poderão particpar das aulas.
— Começamos a trabalhar no Vidigal em agosto do ano passado, antes da ação da prefeitura na Rocinha. Até agora estávamos voltados apenas para a coleta de lixo, mas vamos começar a oferecer os cursos de capacitação. Vemos como um meio de ajudar a gerar renda na comunidade — diz Márcia Rollemberg, coordenadora do De Olho no Lixo.
As oficinas de moda ficarão a cargo do Ecomoda, voltado para a capacitação em produção de acessórios e peças de vestuário, a partir do reaproveitamento de retalhos, tecidos e jeans usados.
— Ganhamos duas novas máquinas de costura e estamos recebendo doação de retalhos para confecção de bolsas. A ideia é produzir uma grande quantidade até setembro para, depois, começar a vender — conta Almir França, coordenador do Ecomoda. — Além disso, empresas de limpeza estão doando uniformes velhos, com os quais começaremos a produzir bolsas retornáveis para os supermercados.
As aulas de música serão ministradas através do projeto Funk Verde, coordenado por Regina Café. Entre as atividades, estão, além de aulas de percurssão e teoria musical, a confeção dos próprios instrumentos.
— Fazemos quase tudo, exceto os intrumentos de corda. Mas damos aula de cavaquinho e teclado. Nossa atividade está ligada à diminuição da marginalidade através da música. Os jovens que vêm para os nossos cursos se distanciam do crime — acredita Regina.

Saiba mais acerca do projeto em O Globo

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