
27/08/2020
O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês) classificou o furacão Laura, que se aproxima dos Estados do Texas, da Louisiana e do Arkansas nas próximas horas, como "impossível de sobreviver".
A tormenta atingirá a costa do Golfo do México na mesma semana em que a tragédia do furacão Katrina, que devastou Nova Orleans e deixou 1,8 mil mortos, completa 15 anos.
Na quarta-feira, (26), as autoridades atualizaram a classificação do furacão para a categoria 4, a segunda mais forte da escala.
Ainda segundo as autoridades, Laura tem potencial de atingir um raio de até 50km em terra no momento em que tocar o solo, comumente um dos pontos mais destrutivos na trajetória de um furacão. A expectativa é que produza ondas de até seis metros de altura.
O diretor do NHC, Ken Graham, disse nessa manhã que as condições meteorológicas estão "mudando rapidamente aqui, mas o que não está mudando é o fato de que este será um evento catastrófico com risco de vida (para as pessoas na área)".
A linguagem do NHC tem sido uma tentativa de demonstrar aos habitantes locais a gravidade da situação e fazê-los agir.
Cerca de 500 mil pessoas vivem na área que potencialmente será atingida. E, em meio à pandemia de covid-19, a preocupação das autoridades é que a resistência dos habitantes locais a deixar suas casas aumente além do esperado.
As autoridades têm sugerido aos moradores que considerem ir para hotéis em áreas seguras em vez de ocupar abrigos públicos, em que as condições de distanciamento social são menores. Mas, em hipótese alguma, eles deveriam ficar em suas casas.
"O furacão Laura é muito perigoso e se intensifica rapidamente. Meu governo continua totalmente envolvido com os gestores locais para ajudar as pessoas a se preparar para essa emergência no do Texas, Louisiana e Arkansas. Ouçam as autoridades locais. Estamos com vocês", afirmou o presidente Donald Trump via Twitter na manhã da quarta-feira.
A trajetória de Laura tem sido comparada a de outro furacão que atingiu a região há 15 anos, o Rita, que deixou um saldo de 55 mortos e de US$ 10 bilhões em devastação.
Saiba mais lendo a matéria na integra pelo G1
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