
29/04/2025
A prefeitura deu início ao projeto Fruta no Pé, que anuncia como o maior plantio urbano de frutas do país em extensão territorial. Ao longo dos 11 quilômetros do Parque Orla de Piratininga, já foram plantadas 900 mudas de espécies frutíferas e nativas nos últimos dois meses. A expectativa é chegar a mais de cinco mil em sete meses. Entre as árvores há pitangueiras, grumixameiras, amoreiras, cajazeiras e palmeiras jerivás.
A proposta é transformar a orla local em um corredor verde e produtivo, unindo contato com a natureza, alimentação saudável e estímulo à biodiversidade. A escolha das espécies levou em conta tanto o valor ecológico quanto a memória afetiva dos frutos, dizem os especialistas da prefeitura, alguns deles difíceis de encontrar em feiras e mercados. A ideia é também incentivar o consumo de frutas in natura e fortalecer a relação da população com o espaço público.
Segundo o biólogo Alexandre Moraes, diretor de arborização da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos de Niterói (Seconser), o projeto vai além do paisagismo tradicional.
— É um convite ao resgate de sabores e histórias, mas também uma ação concreta de reflorestamento urbano e fortalecimento da biodiversidade. As palmeiras jerivás, por exemplo, atraem mais de 80 espécies de aves nativas — afirma.
A previsão é que, no futuro, ações semelhantes sejam levadas a outras regiões da cidade.
Antes do lançamento oficial, a Seconser testou o modelo com um projeto piloto em áreas como Jurujuba, Charitas e Camboinhas, onde foram plantadas cerca de 500 mudas em espaços antes degradados. Algumas dessas áreas eram ocupadas irregularmente ou usadas para descarte de resíduos.
Como reconhecimento pelos avanços na arborização urbana, Niterói recebeu pela quarta vez o selo internacional Cidade Árvore do Mundo, concedido pela Arbor Day Foundation. Hoje, tem hoje cerca de 150 mil mudas plantadas nos últimos anos e mais de 60 mil árvores catalogadas no Sistema de Gestão da Geoinformação (SIGeo).
— A partir de 2013, Niterói passou a adotar uma política de manejo responsável, criando programas como o Arboribus, que avalia o estado das árvores e orienta o replantio seguro com espécies nativas — explica Dayse Monassa, secretária municipal de Conservação.
Fonte: O Globo
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