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Chega a meio milhão o número de afetados por vazamento de petróleo no Equador

20/03/2025

Um vazamento de petróleo ainda não quantificado, que contaminou rios na província costeira de Esmeraldas, no noroeste do Equador e na fronteira com a Colômbia, afetou pelo menos 500 mil pessoas. Segundo autoridades, elas enfrentam problemas como falta de água.
"Estamos falando de 500 mil pessoas [afetadas] porque temos uma comunidade hídrica", disse, nesta terça-feira (18), o prefeito Vicko Villacís, da capital da província, que leva o mesmo nome. O abastecimento de água é compartilhado entre diversos municípios a partir de uma mesma estação de tratamento, ele explicou à rede de TV Teleamazonas.
Na quinta-feira passada (13), houve o rompimento de um oleoduto por causa de um deslizamento de terra. Dezenas de milhares de barris de petróleo vazaram e contaminaram pelo menos cinco rios como o Esmeraldas, que desemboca no Pacífico.
O biólogo marinho Eduardo Rebolledo, da Universidade Católica na cidade de Esmeraldas, indicou ao canal Ecuavisa que devido à poluição "não há [mais] formas de vida" nos rios Caple e Viche, nos quais "flui uma mistura de petróleo com água".
Na zona rural de Esmeraldas, "o serviço de água potável é limitado, e as pessoas dependem muito dos rios", enfatizou.
Segundo Villacis, somente na capital da província, a 100 km de onde ocorreu o vazamento, há "213 mil pessoas afetadas". O petróleo, afirmou, se estendeu através de afluentes até o rio Esmeraldas, manchando as águas do Pacífico e comunidades ribeirinhas como o balneário de Atacames.
O governo declarou emergência ambiental na província, onde há um refúgio de vida silvestre.
A estatal Petroecuador, responsável pelo oleoduto, utiliza navios-tanque para recuperar o petróleo derramado no bairro de El Vergel, no povoado de Quinindé, onde seu prefeito, Ronald Moreno, reportou que 4.500 famílias (cerca de 15 mil pessoas) foram afetadas.
Cerca de 2.000 famílias moram em comunidades ribeirinhas e vivem essencialmente da pesca.
A Petroequador, com 90 navios-tanque de petróleo recuperado, não quantificou a quantidade derramada, mas Villacis estimou que sejam 200 mil barris.
Nesta terça-feira, chegaram três navios com água potável ao porto de Esmeraldas, segundo a Petroecuador.
Em 2024, o Equador explorou 475 mil barris de petróleo por dia, um dos seus principais produtos de exportação. Cerca de 73% da produção foram vendidos, o que gerou US$ 8,64 bilhões (R$ 49 bilhões).

Fonte: Folha de S. Paulo

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