UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Bolsas ecológicas ajudam animais abandonados na Zona Oeste

12/05/2026

No quintal de uma casa no conjunto Dom Jaime Câmara, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, sacos de ração que antes iriam para o lixo ganham um novo destino. O material é transformado em bolsas ecológicas e ajuda a alimentar e cuidar de animais abandonados por meio do SustentaCão.
Criada em 2018 por Wallace Pala, de 41 anos, a iniciativa nasceu da convivência diária com a realidade da comunidade e o sofrimento de cães e gatos em situação de abandono. Estudante do último período de Serviço Social na Estácio, ele conta que a ideia surgiu após o fim das sacolas plásticas em alguns supermercados. Pala começou a testar materiais reutilizáveis até chegar aos sacos de ração. Sem grandes expectativas, publicou uma foto das primeiras bolsas nas redes sociais.
— Postei uma foto sem pretensão e acabou viralizando. O retorno da comunidade me ajudou a prosseguir — conta.
Hoje, o SustentaCão recebe doações de embalagens de todo o Brasil e vende as bolsas pelas redes sociais, principalmente pelo Instagram (@wallacepalapala). Cada peça custa R$ 20, e toda a renda é destinada à compra de rações e medicamentos, além de atendimento veterinário para cães e gatos resgatados.
Cerca de quatro mil bolsas já foram produzidas, diz Wallace Pala. Atualmente, o projeto vende cerca de 30 unidades por mês, com o apoio de amigos, parentes e comerciantes locais que ajudam na divulgação do trabalho.
As contribuições podem ser feitas por meio da doação de sacos de ração vazios ou com ração, apoio financeiro e parcerias com clínicas veterinárias.
Mais do que transformar sacos de ração em bolsas sustentáveis, o SustentaCão também busca conscientizar moradores sobre a responsabilidade com os animais. Ao longo dos anos, Wallace Pala acumulou histórias que revelam os impactos do abandono e da violência contra cães e gatos nas ruas do Rio.
Uma delas é a de Bob, cachorro resgatado em estado gravíssimo após ser atropelado na Avenida Brasil, na altura de Realengo. Mesmo diante da recomendação de eutanásia, Wallace decidiu insistir no tratamento. Bob sobreviveu, é cadeirante e espera por adoção.
Outra história marcante é da Felpudinha, uma gata ferida por linha com cerol, que perdeu uma das patas. Após o resgate e o tratamento feito com ajuda da comunidade, ela se recuperou e ganhou uma nova chance de viver.

Fonte: Extra OnLine

Novidades

Álbum da Cidade do Rio de Janeiro, produzido em 1920, está na Biblioteca Carioca, aberta na Semana de Arte do Rio

22/09/2026

O Centro Histórico ganhou uma novidade na Semana de Arte do Rio. Após dez anos de funcionamento, a a...

Estudantes de 14 a 18 anos criam projetos de Sustentabilidade

22/09/2026

A urgência da crise climática e a busca por soluções sustentáveis ocupam a atenção da nova geração d...

Elefante Sandro, que vivia em Sorocaba (SP), é transferido para santuário em Mato Grosso

22/09/2026

O elefante asiático Sandro, de 54 anos, chegou nesta sexta-feira (18) ao Santuário de Elefantes Bras...

Ararinhas-azuis têm controle reforçado após casos de circovírus

22/09/2026

O circovírus fez o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) ampliar, desde a...

Edital busca soluções que ampliem o acesso à água no Maranhão

22/09/2026

A Mamba Water abre as inscrições para o Edital Corrente Pela Água, o primeiro edital do Mamba Water ...

Mymba Kuéra: como foi o monumental resgate de mais de 30 mil animais durante a construção de Itaipu, entre o Brasil e o Paraguai

22/09/2026

"Era um grande desafio. O Paraguai nunca havia feito nada parecido, nós fomos os pioneiros." Darío P...