
15/04/2025
Na última quinta-feira (10), em Brasília, líderes indígenas apresentaram uma carta com demandas da sociedade civil pelo fim dos combustíveis fósseis e por uma transição energética justa para a presidência da COP30.
180 organizações indígenas, ambientais e jovens de todo o mundo aderiram à carta coordenada pela 350.org, exigindo urgentemente que a COP30 reafirme o compromisso global pelo fim dos combustíveis fósseis e apoie a implementação de uma transição justa e equitativa para as energias renováveis. O documento foi entregue ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago, durante cerimônia no Acampamento Terra Livre (ATL) – a maior mobilização indígena do Brasil.
Lago assim como a Ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Brasil, Marina Silva, participaram do ATL. Sonia Guajajara, do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) , também esteve presente com lideranças indígenas.
Uma declaração de aliança entre indígenas da Amazônia, Pacífico e Austrália rumo à COP30 também foi anunciada no começo do evento (leia aqui). As ações fazem parte do movimento global ‘A resposta somos nós’, que afirma que os povos indígenas e a demarcação das Terras Indígenas são essenciais na luta contra a crise climática, e exige o fim da era dos combustíveis fósseis.
“A Sacred Earth tem orgulho de estar hoje aqui em solidariedade com nossos parentes no Acampamento Terra Livre, pois coletivamente pedimos ao presidente designado da COP30 que tome medidas climáticas urgentes e transformadoras”, afirma Melina Laboucan-Massimo, fundadora e diretora executiva da Sacred Earth. “A COP30 representa uma oportunidade única de incentivar a cooperação global para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e a adoção de energias renováveis. Nessa transição energética, devemos garantir que nossas comunidades não sejam ainda mais excluídas pelas políticas climáticas ou prejudicadas pelo extrativismo. Estamos ao lado de nossos parentes que estão lutando por seus direitos, defendendo a terra e liderando o caminho a seguir. À medida que testemunhamos a escalada da crise climática, a soberania, os direitos e a liderança indígenas criam caminhos poderosos para uma transição justa – é imperativo que a sabedoria e as vozes indígenas sejam respeitadas na COP30 e além”, finaliza.
Além do ATL 2025, que termina nesta sexta-feira (11), na próxima semana, de 13 – 17 de abril, a 350.org e parceiros devem reunir mais de 200 líderes indígenas, ativistas e defensores comunitários por energias renováveis de mais de 70 países. Milhares de ativistas climáticos também irão participar do evento on-line.
“Exigimos o fim da era dos combustíveis fósseis e uma transição energética justa. O presidente da COP30 disse que a conferência deve ser um ponto de virada – Isto só acontecerá quando a autoridade climática dos povos indígenas for ouvida e incorporada nas decisões. A resposta somos nós, todos nós!”, diz Toya Manchineri, Coordenador Geral da COIAB.
Veja a carta na íntegra no CicloVivo
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